O relacionamento conturbado entre Erik ten Hag e Cristiano Ronaldo no Manchester United ganhou novos capítulos de bastidores. O comandante holandês expôs publicamente a sua insatisfação com a postura demonstrada pelo atacante durante o período em que trabalharam juntos na Inglaterra, apontando déficits no comprometimento tático e físico da estrela portuguesa.
Exigência tática e discordâncias em campo
De acordo com o técnico, a dinâmica da equipe exigia alta intensidade na pressão defensiva e disciplina física, quesitos nos quais o camisa 7 não teria correspondido às expectativas da comissão técnica. Sobre a conduta do atleta nas sessões e jogos, Ten Hag foi direto ao destacar que “ele não corria e não se preparava”.
A divergência de filosofias já havia ficado evidente logo nos primeiros meses de convivência em Old Trafford. Com a perda de espaço entre os titulares, Cristiano acumulou episódios de insatisfação, incluindo saídas antecipadas do banco de reservas antes do apito final de partidas oficiais.
O rompimento definitivo
A tensão interna atingiu o ponto máximo no fim de 2022, quando o craque concedeu uma entrevista bombástica à imprensa britânica disparando duras críticas à estrutura do clube e à conduta do próprio treinador. O episódio acelerou o processo de rescisão consensual de seu vínculo antes do início da Copa do Mundo do Catar.
Novo rumo no futebol saudita
Após deixar Manchester de forma conturbada, o atacante transferiu-se para o Al-Nassr, dando início ao movimento de atração de estrelas mundiais para a liga da Arábia Saudita. Enquanto isso, Ten Hag seguiu no comando da reformulação do elenco inglês, mantendo a postura de priorizar o coletivo sobre nomes consagrados.
O episódio simboliza o choque entre duas visões de futebol: a rigidez do modelo tático coletivo implantado pela comissão técnica e a autonomia histórica de um dos maiores artilheiros de todos os tempos.
