A disputa jurídica pela posse de um imóvel de alto padrão na paradisíaca Ilha da Pescaria, localizada em Angra dos Reis, ganhou novos desdobramentos com a anexação de contratos e comprovantes bancários pela defesa do jogador Richarlison. O atacante da Seleção Brasileira e seu estafe buscam consolidar na Justiça a titularidade do imóvel frente aos questionamentos judiciais movidos por uma empresa ligada ao senador Flávio Bolsonaro.
Origem do conflito imobiliário no litoral fluminense
O imbróglio teve início após a empresa M2BP Empreendimentos Imobiliários reivindicar direitos sobre a propriedade e obter decisões favoráveis para reintegração de posse. A companhia pertence a aliados próximos do parlamentar, incluindo o advogado Willer Tomaz, com quem o filho do ex-presidente mantém relações de proximidade política e pessoal.
Por outro lado, os representantes do atleta sustentam que o negócio foi concretizado legalmente no fim de 2020. Na ocasião, a aquisição foi firmada por meio da empresa gerenciada por Richarlison e seu empresário, Renato Velasco, envolvendo quantias que chegam a R$ 10 milhões.
Comprovação de pagamento e alegação de boa-fé
Para rebater os pedidos de retomada da área, a equipe jurídica do jogador apresentou extratos de transferências, recibos e a cadeia sucessória da cessão de direitos possessórios. Os advogados enfatizam que a transação ocorreu de maneira transparente, com o devido registro documental e quitação integral dos valores estipulados.
Manobras e decisões judiciais
O caso tramita na comarca de Angra dos Reis e já contou com ordens liminares divergentes ao longo dos últimos meses. Enquanto a defesa do senador e de seus associados alega inconsistências na documentação anterior do terreno, a defesa do esportista reforça a condição de adquirente de boa-fé, pontuando que as benfeitorias e reformas no local foram executadas de forma contínua desde a compra.
Com a juntada formal dos comprovantes de pagamento e dos instrumentos contratuais aos autos, caberá agora ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro avaliar os documentos anexados e deliberar sobre a posse definitiva da ilha.
