Nova massa de ar polar deve derrubar temperaturas no Brasil; veja quando e locais afetados

Nova onda de frio deve derrubar temperaturas no Brasil

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Os termômetros devem registrar um declínio acentuado nos próximos dias em grande parte do território nacional. A aproximação de um robusto sistema de alta pressão de origem antártica vai alterar o padrão climático, trazendo madrugadas geladas, ventos moderados e risco de formação de geada.

Trajetória e avanço do ar gelado

O impacto inicial do sistema meteorológico ocorre nos estados da Região Sul. O avanço da frente fria rompe o período de estabilidade e favorece uma queda acentuada nos valores térmicos no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná. Com o deslocamento da massa para o interior do continente, o ar polar ganha força e começa a influenciar também áreas do Sudeste e do Centro-Oeste.

Meteorologistas apontam que a combinação entre céu limpo durante a noite e baixa umidade acelerará a perda de calor radiativo, intensificando a sensação de frio generalizado ao amanhecer.

Regiões mais impactadas e mínimas previstas

Nas serras gaúcha e catarinense, os termômetros podem registrar marcas negativas, com ampla probabilidade de congelamento e geada ampla nos campos. No planalto paranaense e no sul de Minas Gerais, as mínimas tendem a ficar próximas de zero grau nos pontos de maior altitude.

Em São Paulo e no Rio de Janeiro, a mudança de tempo será acompanhada por rajadas de vento e maior nebulosidade no litoral, derrubando tanto as temperaturas mínimas quanto as máximas ao longo da tarde.

Fenômeno da friagem atinge o interior

A incursão de ar polar também se estende para áreas da Região Centro-Oeste e o sudoeste da Amazônia. Estados como Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia e Acre devem experimentar o fenômeno conhecido como friagem, quando o ar gelado canalizado pelo relevo dissipa o calor característico daquelas latitudes.

A previsão indica que a onda de frio deve manter os índices térmicos deprimidos até meados da semana, quando o sistema começará a perder força gradativamente em direção ao Oceano Atlântico.

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