Aos 11 anos, logo após estrear no Campeonato Paulista Sub-11 pelo Jabaquara em uma partida contra o Santos, o jovem Enrico Ayres sofreu uma fratura no fêmur que exigiu cirurgia e quase um ano de reabilitação. “Mesmo sendo um período difícil, nunca pensei em desistir do futebol. Eu só queria me recuperar e voltar a jogar”, lembra o lateral-direito, atualmente com 14 anos, sobre o momento delicado no início da trajetória nos gramados.
Retomada e destaque no EC São Bernardo
Em 2026, o caminho cruzou novamente com o rival santista durante a disputa do estadual sub-14, quando o EC São Bernardo encerrou a primeira fase na segunda colocação da chave, garantindo vaga nas oitavas de final. Apesar da eliminação precoce, o atleta destaca que a campanha serviu de combustível: “Fiquei com a sensação de que poderíamos ter ido ainda mais longe”. A chegada ao novo clube aconteceu por iniciativa própria, após pedir uma oportunidade em uma equipe conhecida pela força nas competições de base. “Pedi para fazer um teste e, aos poucos, fui conquistando meu espaço”, conta o jogador, que encontrou rostos familiares no vestiário. “Eu já conhecia quase todos os meninos do clube, e todos me ajudaram muito no meu retorno ao futebol”.
Intensidade de jogos e base no futsal
O calendário intenso do time foi fundamental para a evolução do atleta ao longo da temporada, com participações em torneios como a Paulista Cup, Copa Buh, Cruzeiro Cup e Alcans Cup. “O EC São Bernardo participa de muitos campeonatos, dando oportunidade de aumentar a minutagem de jogo. Isso me ajudou muito na minha volta ao futebol”, avalia. Antes de migrar para o campo, a história começou nas quadras de futsal aos cinco anos, passando pelas categorias base do Gremetal até chegar ao Jabaquara. A rotina intensa com a bola é algo natural desde a infância: “Como comecei muito novo, não sei como era minha vida antes do futebol”.
Suporte profissional e objetivos futuros
Atualmente, o lateral conta com uma estrutura completa de apoio que inclui treinos em campo, sessões de força com fisioterapeuta e preparadora física, pilates, além de acompanhamento médico e nutricional. Com 1,73m e 58kg, ele espelha-se no ala Hakimi e na mentalidade de Cristiano Ronaldo para aprimorar suas características em campo. Olhando para o futuro, projeta metas ousadas para os próximos anos. “Tudo o que vivi me ensinou a ter paciência, determinação e coragem. A recuperação da fratura me mostrou que não posso desistir quando aparece uma dificuldade”, conclui.
