A defesa do atacante Richarlison, jogador do Tottenham e da Seleção Brasileira, encaminhou uma petição à Polícia Federal solicitando a abertura de uma investigação formal contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O procedimento apura a suposta interferência política do parlamentar na disputa pela posse de um imóvel de luxo avaliado em cerca de R$ 10 milhões, localizado em Angra dos Reis, no litoral sul fluminense.
Entenda o litígio sobre a propriedade em Angra dos Reis
A propriedade, situada na paradisíaca Ilha da Pescaria, foi comprada em novembro de 2020 por Richarlison em parceria com seu empresário, Renato Velasco. O negócio ocorreu de forma parcelada, e a posse foi transferida aos novos proprietários por meio de acordos comerciais com os antigos ocupantes do terreno.
Contudo, a tranquilidade na posse durou pouco tempo. Uma empresa imobiliária reivindicou direitos sobre a área na Justiça, iniciando uma intensa batalha processual. A defesa do atleta argumenta que a transferência de titularidade e posse seguiu trâmites legais, mas a parte adversária sustenta ter documentos que respaldam o controle do local.
Suspeitas de influência política e atuação do senador
O pedido remetido à PF baseia-se em indícios de que Flávio Bolsonaro teria visitado a residência e mantido interlocução direta com representantes da empresa que tenta desalojar a equipe do atleta. Os advogados do jogador buscam esclarecer se houve tentativa de compra paralela, articulação irregular com órgãos públicos ou advocacia administrativa para beneficiar terceiros na reintegração da área litorânea.
Posicionamento da defesa parlamentar
Interlocutores do senador sustentam que o parlamentar jamais interveio indevidamente no caso e que sua menção na disputa visa criar palanque midiático e político em torno de um processo estritamente civil. A equipe jurídica de Flávio Bolsonaro nega qualquer irregularidade e afirma que o caso corre sob o crivo do Poder Judiciário competente.
A petição protocolada pelo estafe de Richarlison agora aguarda despacho da Polícia Federal e do Ministério Público Federal para avaliar se os elementos apresentados justificam a abertura de um inquérito no Supremo Tribunal Federal, foro devido a autoridades com prerrogativa de função.
