A Polícia Federal recebeu um alerta formal da OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT, após a plataforma identificar mensagens contendo ameaças explícitas de morte direcionadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A companhia norte-americana decidiu acionar as autoridades brasileiras de forma espontânea diante da gravidade do conteúdo detectado em seus sistemas.
Compartilhamento de registros e diálogos com investigadores
Junto à notificação de segurança, a empresa forneceu um pacote completo de informações para auxiliar na identificação do autor dos ataques. Entre os elementos encaminhados estão o histórico das conversas mantidas com o assistente virtual, o endereço de protocolo de internet (IP), registros de acesso, horários das interações e os dados de cadastro vinculados à conta utilizada.
O material recebido permitiu a abertura de um procedimento formal na corporação para apurar possíveis crimes contra a segurança nacional, além de incitação à violência e ameaça contra o chefe do Executivo.
Políticas de uso e cooperação em casos de risco iminente
A postura da dona do ChatGPT segue seus termos de serviço globais, que proíbem o uso da inteligência artificial para planejar atos de violência, incitar crimes, gerar desinformação prejudicial ou atentar contra a vida de terceiros.
Mecanismos de monitoramento preventivo
Filtros internos e algoritmos de segurança da plataforma operam continuamente para identificar prompts que violem os parâmetros de segurança. Quando o sistema detecta intenções relacionadas a ataques físicos de alta gravidade, protocolos internos autorizam a quebra de sigilo prévia e a comunicação direta com órgãos de segurança pública dos países envolvidos.
Com a documentação técnica em mãos, os agentes federais trabalham para localizar geograficamente o emissor das mensagens e avaliar se as ameaças configuram um plano concreto ou atos isolados no meio digital.
