Lideranças e parlamentares ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro intensificaram as críticas públicas contra atos de vandalismo e danos ao patrimônio registrados recentemente na Avenida Paulista, na região central de São Paulo. Contudo, as manifestações da ala oposicionista chamaram a atenção pela ausência deliberada de qualquer menção aos atos antidemocráticos ocorridos em Brasília no dia 8 de janeiro de 2023.
Cobrança de rigor e críticas à esquerda
Nas redes sociais, congressistas e influenciadores de direita classificaram as depredações ocorridas na capital paulista como atos inaceitáveis de desordem. O grupo exigiu a responsabilização imediata dos envolvidos por danos ao mobiliário urbano, fachadas de estabelecimentos comerciais e vias públicas, direcionando as acusações a movimentos de esquerda e coletivos progressistas.
Ao abordar os episódios na capital paulista, políticos do segmento conservador cobraram que as autoridades de segurança pública e o Judiciário atuem com o mesmo peso contra manifestantes de esquerda, apontando uma suposta complacência no tratamento de danos causados por grupos adversários.
O silêncio em relação às sedes dos Três Poderes
Apesar da retórica contundente em defesa do patrimônio público em São Paulo, as publicações e discursos dos aliados do ex-presidente evitaram estabelecer qualquer paralelo com as invasões ao Congresso Nacional, ao Palácio do Planalto e ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Disputa de narrativas sobre vandalismo
A omissão do 8 de janeiro nas manifestações bolsonaristas reflete a tentativa contínua da oposição de desassociar sua imagem da destruição ocorrida na capital federal. Enquanto os acontecimentos em Brasília são rotineiramente minimizados pelo grupo como protestos pacíficos ou atribuídos a supostos infiltrados, os protestos na Avenida Paulista foram tratados de forma unânime pela bancada como casos de vandalismo explícito.
A discrepância nos posicionamentos reforça a batalha pela narrativa política em torno dos limites da manifestação social e da preservação do patrimônio, em um cenário de forte polarização que continua pautando o debate público brasileiro.
