O Flamengo garantiu o direito de receber uma compensação financeira da Fifa em razão do período em que o meia Giorgian de Arrascaeta desfalcou a equipe após se contundir a serviço da seleção do Uruguai. O ressarcimento é previsto pelo regulamento internacional para minimizar os prejuízos das equipes que cedem atletas em datas oficiais.
Como funciona o Programa de Proteção de Clubes
A entidade máxima do futebol mundial mantém o Programa de Proteção de Clubes (Club Protection Programme), mecanismo criado justamente para amparar agremiações esportivas quando jogadores profissionais sofrem problemas físicos durante compromissos com suas respectivas seleções principais.
Pelas normas da Fifa, a cobertura financeira só passa a valer a partir do 29º dia consecutivo de afastamento do atleta. O valor diário repassado é proporcional ao salário fixo registrado em contrato na carteira de trabalho do profissional, sem contemplar direitos de imagem, premiações ou bonificações por metas.
Limite financeiro e cobertura
A apólice global estabelece um teto anual de até 7,5 milhões de euros por jogador, com pagamentos diários que podem chegar a aproximadamente 20,5 mil euros durante o período de inatividade clínica comprovada.
Trâmites burocráticos para liberação dos valores
Para assegurar o montante, o departamento jurídico rubro-negro e o setor médico precisam enviar laudos detalhados, exames de imagem e comprovações de pagamento salarial à seguradora credenciada pela federação internacional. Após a validação técnica de todos os documentos, o montante referente aos dias excedentes ao prazo de carência é depositado diretamente nas contas do clube.
Com a validação dos requisitos e a recuperação do uruguaio conduzida no Ninho do Urubu, o Rubro-Negro assegura um importante alívio na folha de pagamento referente aos meses em que não pôde contar com o camisa 14 em campo.
