Um grupo formado pelas principais entidades médicas do país protocolou um pedido formal junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para banir em território nacional a comercialização e o uso dos chamados chips da beleza, implantes hormonais que têm se popularizado para fins estéticos, de ganho de massa muscular e emagrecimento.
Riscos à saúde e falta de respaldo científico
As associações apontam que esses dispositivos, frequentemente manipulados em farmácias de compósitos sem aval científico robusto, oferecem perigos severos à integridade física dos pacientes. A promessa de rejuvenescimento e melhora na estética corporal esbarra em reações adversas preocupantes relatadas por especialistas da área da saúde.
Posicionamento das autoridades sanitárias
O dossiê entregue às autoridades reguladoras compila evidências clínicas e estudos que demonstram os efeitos colaterais provocados por essas substâncias no organismo. A expectativa do setor médico é que o órgão adote medidas enérgicas para coibir a prática e proteger a população de propagandas enganosas.
Aumento na busca por estética rápida
A popularização desses métodos reflete a pressão estética e a busca por resultados rápidos, muitas vezes impulsionadas por redes sociais. O cenário acendeu um alerta vermelho entre os profissionais de saúde, que intensificaram as campanhas de conscientização sobre os perigos inerentes a terapias hormonais sem indicação terapêutica legítima.
A decisão agora está nas mãos da agência reguladora, que deve analisar o documento técnico apresentado pelas entidades para definir os próximos passos em relação à circulação desses produtos no mercado brasileiro.
