O universo do entretenimento e a indústria do esporte caminham cada vez mais lado a lado. Celebridades mundiais deixaram as arquibancadas e os camarotes de lado para assumir o controle direto de agremiações tradicionais e até fundar novos campeonatos esportivos, transformando visibilidade em faturamento bilionário.
Astros de Hollywood no comando de clubes britânicos e norte-americanos
Um dos movimentos mais emblemáticos do mercado recente envolveu os atores Ryan Reynolds e Rob McElhenney. A dupla adquiriu o modesto Wrexham AFC, clube do País de Gales que disputava divisões inferiores do futebol inglês, transformando a equipe em fenômeno global de audiência com série documental e acessos consecutivos.
Nos Estados Unidos, atrizes e personalidades também consolidaram forte presença na liderança esportiva. A atriz Natalie Portman liderou o consórcio formado majoritariamente por mulheres que fundou o Angel City FC, franquia da principal liga de futebol feminino norte-americana (NWSL), que já atraiu aportes de nomes como Eva Longoria, Jennifer Garner e Serena Williams.
Atletas renomados que viraram empresários e cartolas
A transição de ídolos das quadras e campos para o posto de proprietários tem se tornado frequente. O astro da NBA LeBron James adquiriu participação no grupo Fenway Sports Group, tornando-se acionista minoritário do Liverpool FC e do time de beisebol Boston Red Sox.
No futebol da América do Norte, David Beckham pavimentou o caminho ao criar o Inter Miami CF, equipe da Major League Soccer (MLS) que ganhou projeção planetária com contratações de peso, incluindo astros do futebol mundial.
Projetos inovadores e criação de novos formatos de torneios
Além de clubes convencionais, personalidades apostam na remodelação de competições. O ex-zagueiro Gerard Piqué revolucionou o segmento ao lançar a Kings League, competição de futebol de sete com regras dinâmicas e transmissões via internet que reúne criadores de conteúdo e ex-atletas profissionais.
A entrada de figuras públicas no comando administrativo do esporte profissional redefine o marketing esportivo, ampliando receitas de patrocínio e atraindo públicos que antes não acompanhavam modalidades tradicionais.
