O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou neste sábado que o acordo firmado entre Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia representa um passo para reduzir as tensões em torno do território e preservar a soberania dinamarquesa. O entendimento trata da segurança no Ártico e no Atlântico Norte e deverá ser formalizado durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque.
Durante visita a Saint-Pierre-et-Miquelon, Macron destacou que o respeito à soberania da Dinamarca e ao direito internacional era uma das principais preocupações europeias nas discussões sobre o futuro da Groenlândia.
“Constato apenas que a soberania dinamarquesa é respeitada, que o direito internacional é respeitado e que é isso que estávamos a pedir. Portanto, é uma boa notícia”, afirmou o presidente francês.
França manterá cooperação militar com a Dinamarca
Macron também declarou que a França pretende continuar trabalhando em conjunto com a Dinamarca no âmbito da NATO.
Segundo o presidente francês, os dois países deverão manter exercícios conjuntos destinados a reforçar a segurança e a soberania dinamarquesa na Groenlândia. A cooperação também deverá envolver iniciativas econômicas por meio da União Europeia.
A França já vinha participando de atividades de segurança no Ártico ao lado de aliados europeus, incluindo a Dinamarca. Em agosto, Macron afirmou que operações na região tinham como objetivo contribuir para reduzir as tensões e reforçar a soberania dinamarquesa.
Acordo envolve Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia
Dinamarca e Groenlândia confirmaram na sexta-feira que chegaram a um entendimento com os Estados Unidos relacionado à segurança no Ártico e no Atlântico Norte.
O anúncio ocorre após meses de tensão envolvendo as declarações do presidente norte-americano Donald Trump sobre o interesse dos Estados Unidos na Groenlândia. Segundo informações divulgadas pela Reuters, o acordo prevê uma ampliação da presença militar norte-americana no território, mas Dinamarca e Groenlândia afirmaram que o entendimento não compromete a soberania da ilha.
Detalhes específicos do acordo ainda não foram totalmente divulgados, incluindo a dimensão da presença militar americana e outros aspectos estratégicos.
Documento deve ser formalizado na ONU
A expectativa é de que o acordo seja assinado na próxima semana, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque.
A questão da Groenlândia ganhou importância estratégica dentro da NATO e das discussões sobre a segurança do Ártico. Em declarações anteriores, Macron e outros líderes europeus defenderam que a região deve ser protegida respeitando a soberania, a integridade territorial e as regras do direito internacional.
Por Redação
